sábado, 6 de agosto de 2011

luciferianismo

Luciferianismo & Satanismo

Apesar de popularmente Lúcifer e Satã serem quase sinônimos e esta idéia estender-se ao Satanismo e ao Luciferianismo, há diferenças primordiais entre eles e, por conseqüência, aos sistemas religiosos que os cercam.
Ao longo dos séculos, estes dois personagens também foram representados artisticamente de formas distintas. Por ser um anjo, Lúcifer, é comumente retratado como um homem com asas e, por vezes, empunhando um cajado. Enquanto Satã tem sua imagem associada ao homem com chifres e patas de cabra, muito semelhante ao deus Cornífero (ou Pã), divindade masculina e símbolo de fertilidade cultuada entre os pagãos.
Mas, talvez a maior e mais significativa diferença entre ambos os conceitos, encontra-se na origem das palavras. O termo Lúcifer origina-se no latim e significa "O portador da Luz" (Lux ou Lucis = Luz + Ferre = Carregar). A palavra Satã origina-se no hebraico, Shai'tan, e significa "Adversário"; podendo ser também uma variação do nome da divindade egípcia Set-hen. Dessa forma podemos deduzir que, genericamente, o Luciferianismo busca a Iluminação através de Lúcifer. Enquanto o Satanismo pode caracterizar-se pela oposição, neste caso, ao cristianismo. Assim, os luciferianos consideram que sua filosofia é um "aprimoramento" do Satanismo, apesar de não ser tão conhecido quanto a doutrina promovida por LaVey.
A combinação da imagem de Lúcifer ao "demônio cristão" foi ocasionada por uma interpretação equivocada do livro de Isaías: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías – Cap. XIV – Versículo XII a XV).
Este trecho narra as intenções do rei da Babilônia que almejava tornar-se maior que Deus, mas São Jerônimo, que ao traduzir a Bíblia do grego para o latim no século IV, associou esta passagem com Lúcifer e à serpente tentadora, ou seja, a simbologia do diabo cristão. Anteriormente, Lúcifer não havia essa relação. Tanto que, oficialmente, a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de diabo, mas apenas a condição de "anjo caído".

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Quem é Lúcifer?

Desde a Antiguidade, passando pelos filósofos e desembocando na figura conhecida erroneamente como o "demônio cristão", diversos personagens da mitologia e divindades cultuadas em inúmeras e distantes culturas, possuem alusões a seres, sejam arquétipos ou concretos, que trazem consigo as características conhecidas em Lúcifer. A literatura contemporânea também o aborda amplamente, como as citações ocultistas de Helena Blavatsky e Eliphas Levi, e na obra poética de John Milton, Paradise Lost.
Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.
Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".
Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e no Grimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.

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Deístas e Agnósticos

Num aspecto geral, o Luciferianismo pode ser subdividido em duas categorias, nas quais as denominações variam e não são tão significativas para sua compreensão. As modalidades são conhecidas como Deísta e Agnóstico, Tradicional ou Moderno (termos absorvidos do Satanismo), etc.
Os adeptos do Luciferianismo Deísta identificam Lúcifer como o criador do universo, um ser onipresente e onipotente. Neste caso, Lúcifer assume as características principais de uma divindade.
Os luciferianos agnósticos vêem Lúcifer como um arquétipo, ou seja, uma referência de virtudes que são visadas por seus adeptos. Esta variação é nitidamente influenciada pelo Satanismo moderno promovido por Anton LaVey, no qual não há uma divindade específica, mas cada indivíduo eleva-se a ponto de considerar-se "seu próprio Deus". Este conceito também nos remete a ideologia do Thelema, tendo como seu principal divulgador o ocultista, Aleister Crowley.
Mas em todas as variações, Lúcifer é visto como um ser que abriga em si os opostos entre Luz e Trevas, e por conseqüência, o equilíbrio entre os pólos. Este conceito é totalmente contrário a muitas religiões que possuem figuras que representam os arquétipos de bem e mal de forma distintas. A aceitação de uma única referência que é paralelamente Luz e Trevas, segundo os adeptos, é a principal diferença do Luciferianismo em relação aos outros sistemas religiosos. Dessa forma, não há um confronto entre "Deus x Diabo"; ao contrário, há uma união dessas forças que são igualmente responsáveis e necessárias para a evolução humana.

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O Luciferianismo é uma doutrina derivada do Satanismo, que busca virtudes como iluminação, sabedoria, orgulho, independência e liberdade de sua principal divindade, Lúcifer. Ao mesmo tempo é subjetivo, baseado em experiências e aceitação pessoais, sofrendo influências de outras crenças. Assim, não possui uma base rígida de dogmas a serem seguidos, sendo transmitido oralmente e praticado, geralmente, de forma individual.
Historicamente, não há uma origem precisa sobre o início do Luciferianismo. Mas há um conjunto de conceitos que se desenvolveu ao longo dos tempos em várias culturas distintas e resultou no Luciferianismo conhecido atualmente.
As serpentes e os dragões, que são representações de Lúcifer em várias culturas, são também símbolo de sabedoria e eternidade. Estes animais eram alvos de adoração no Egito, Babilônia, Pérsia, e entre os Incas americanos. Assim, podemos supor que esta filosofia já era praticada há muitos séculos.
Na Bíblia podemos encontrar várias alusões à serpente: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis – Cap. III – Versículo V). Neste versículo, a serpente induz Eva a comer o fruto no Éden. Mas segundo a interpretação dos luciferianistas, encontra-se claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que possibilita o homem tornar-se Deus.
Ainda, na Europa medieval, precisamente no ano de 1223, havia boatos sobre um grupo conhecido como Luciferianos. Na verdade, esta "seita" era composta apenas por pessoas que recusavam-se a pagar os impostos exigidos pelo Clero, e por esse motivo foram acusados de "adoradores do demônio" e, obviamente, vítimas da Santa Inquisição. Embora isso seja apenas um boato, ainda hoje é usado como um argumento metafórico pelos luciferianos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A MÍSTICA DOS SONS


A MÍSTICA DOS SONS


Os sons sempre foram tomados em consideração pelos místicos de todos os tempos, por se tratarem de manifestações vibratórias que envolvem princípios altamente efetivos para determinadas práticas. Nas línguas antigas as palavras, além de um sentido comum, tinham também um sentido esotérico, isto é, eles tinham um sentido oculto. Uma palavra não era uma aglomeração casual de sons.

Diz a ciência que nos primeiros agrupamentos da raça humana os homens primitivos pronunciavam sons que atribuíram a determinados objetos, nascendo assim uma forma de linguagem falada. Com o passar dos séculos e com a evolução biológica, os seres humanos tornaram-se muito mais inteligentes e então desenvolveram uma forma de linguagem mais complexa, não mais um simples aglomerado de sons, formando-se então as palavras. Numa segunda etapa descobriram que as palavras podiam envolver poderes.

Tomemos um exemplo para ilustrar o que está sendo afirmado. Por exemplo, para dar nome à “guerra” os usaram um aglomerado qualquer de sons. Posteriormente, nas civilizações mais evoluídas, a palavra “guerra” passou a ser uma outra que já não era apenas um simples grupo de sons quaisquer, mas sons especiais que ao serem devidamente emitidos produziam vibrações capazes de irritar as pessoas e incitá-las à luta. Por outro lado, para a palavra “amor” havia um outro grupo de sons capaz de induzir vibrações de dedicação de dedicação e carinho, originando um estado psicológico adequado ao amor. Assim, grande número de palavras tinha também um sentido esotérico além do dar nome às coisas.

Agora vale fazer alguns comentários a respeito do alfabeto hebraico. Aquele alfabeto admitido como sagrado, segundo o mito foi doado a Abraão por Deus. Nele há sons que ao se unirem formando palavras podem provocar estados físicos e psíquicos especiais. Existiram muitas outras línguas que também tinham essa propriedade – o “Alfabeto Sagrado, o Vaitã, o Malachin e vários outros – mas já totalmente caídos no esquecimento. O único que perdurou em uso até o presente foi exatamente o hebraico, contudo, através dos anos, ele já sofreu algumas transformações que, em parte, alteraram o seu significado esotérico”.

A perda do sentido esotérico das letras vem fazendo com que atualmente as palavras de todas as línguas estejam voltando a ser como no início, apenas um aglomerado de sons para dar nome às coisas. Apenas resta o conhecimento esotérico sobre aqueles alfabetos guardados pelas Sociedades Iniciáticas.

A história de vários povos, incluindo a dos hebreus, atribui que cada linguagem era sagrada porque lhes foi ensinada por Deus. Para os que admitem que a terra já sofreu a interferência de seres vindos de outros sistemas, então, para eles há a possibilidade de que tais seres hajam deixado uma forma de linguagem que os terráqueos consideraram desde então como sendo uma linguagem sagrada.

O próprio Deus dos Hebreus tinha uma palavra sagrada composta pelas letras Iod He Vau He e que nunca deveria ser pronunciada, a não ser pelo Sumo Sacerdote, no Templo uma vez por ano.

Esotericamente as letras, e com elas as palavras, têm poderes, porém não é somente o “som” da letra que traz o poder, também a maneira como ela é pronunciada, considerando-se a sua duração, intensidade, timbre e altura.

Por encerrar poder resulta a recomendação evangélica de “não usar o nome de Deus…” Posteriormente foi acrescido das palavras “em vão”.

A energia vibratória gerada pelas palavras não tem a mesma intensidade, ela varia de acordo com as letras, timbre, altura, etc. Há palavras de maior, assim como palavras de menor poder. Daí havia palavras de excepcionais poderes, e uma dela em especial que era denominada de “A Palavra Sagrada”.

Trata-se de uma palavra capaz de realizar coisas magníficas, tanto ou quanto fenomenais. Trata-se de uma palavra dotada de uma imensa capacidade de creação. Dentro de certos limites, ela é totipotente. Mas, por ser de uso extremamente restrita tornou-se acabou por se tornar desconhecida, e é por isto hoje é denominada de A PALAVRA PERDIDA. Trata-se de uma palavra que já era conhecida no tempo da Atlântida e de outros ciclos de civilizações.

Quase todas as chamadas doutrinas secretas procuraram redescobrir a Palavra Perdida, e muitas delas dizem havê-la conseguida. É possível que isto seja verdade, mas afirmamos que, mesmo na hipótese dela haver sido redescoberta os sons precisos inerentes às suas letras não o foram.

Um outro ponto que vale salientar é o poder da visão. Muito poder está ligado à visão, em especial aos olhos. Em época recente muito foi comentado sobre o assassinato de um grupo de pessoas em Los Angeles por seguidos de Charles Manson. Este, durante o período que esteve preso teve acesso a uma obra esotérica, uma obra ocultista que versava sobre o poder da visão. Na cela ele começou a treinar e a desenvolver o poder da visão. Quando saiu do presídio ingressou num movimento Hippie e fundou uma comunidade com vários jovens que foram induzidos a cometer os assassinatos de 18 pessoas, inclusive a atriz Sharon Tate. Aqueles jovens foram induzidos, não somente pelo uso de drogas, como a imprensa quis fazer acreditar, mas especialmente pelo poder terrível que Manson desencadeou neles. Eles estavam plenamente dominados e fascinados num nível muito além da hipnose pelo poder dos olhos de Manson.

Na realidade é difícil se dizer quem teve maior parcela de culpa no referido massacre; se foram os jovens dominados psiquicamente pelo poder esotérico visual de Charles Manson, se o próprio Charles, ou se alguém que haja traído, ou mesmo negligenciado, os juramentos secretos, descuidando-se de um livro que sob forma alguma deveria cair em mãos profanas e, muito menos, criminosas. Não é que muitos profanos não sejam dignos de terem conhecimentos de tal natureza, mas é porque se faz preciso certo nível de preparação para que uma pessoa possa tentar certos processos mágicos. Antes ela deve se submeter a uma certa disciplina ter conhecimento sobre aquilo que irá usar, especialmente sobre os perigos intrínsecos das coisas secretas.

Para alguns, todo e qualquer conhecimento pode ser dado sem necessidade de “provas”, exatamente para as pessoas equilibradas, mas para outros é necessário alguma espécie de teste que possa provar que eles estão à altura daquele tipo de conhecimento.
Algumas Sociedades Secretas e algumas Religiões conservaram alguma coisa daquele conhecimento sublime referente aos sons. Algumas, sob a forma de vocalizações musicadas – hinos sacros – como, por exemplo, na Igreja Católica onde podemos encontrar o Canto Gregoriano e o Cantochão; outras, sob a forma de Mantras ou de entoação de vogais, que despertam nas pessoas condições místicas especiais.

NO PRÍNCIPIO ERA O VERBO
A própria criação se originou da “palavra”. Isto significa que a própria criação foi a conseqüência de uma emissão vibratória do Princípio Incriado. Não é correto pensar que Deus construiu o mundo com as mãos ou com o emprego de quaisquer instrumentos. Não, simplesmente Ele fez vibrar a Sua Essência, o princípio básico passivo e tudo começou a existir, pois tudo é vibração e som é vibração.

Outro ponto que merece ser mencionado diz respeito ao nome individual. O nome tem grande significação oculta para a pessoa, pois qualquer nome tem a capacidade de interferir energicamente e se é assim por que então não está sujeito a advirem influências relacionadas? – Certamente, o nome é algo que merece muita atenção por ter um sentido esotérico decisivo.

O nome que uma pessoa recebia no batismo, no passado, era um nome esotérico e conseqüentemente tinha uma função além daquela de denominar a criança. Então era um nome estudado de acordo com o caráter da criança. Pelo nome muita coisa pode ser feita, por isto os egípcios do período faraônico tinham dois nomes, um secreto que ninguém sabia a não ser ele próprio, o pai, e a mãe; e um outro pelo qual era conhecido.

Evidentemente, neste sentido há um manancial enorme de superstições, mas superstições geralmente resultam das interpretações deformadas ou limitadas de algum princípio real ou de uma lei verdadeira, ou de algum fenômeno mal estudado ou mal compreendido. Assim todo o “tabu” relativo aos nomes se baseia em algo real.

Na China antiga havia um nome habitual e um secreto. Na Índia, a cerimônia de denominação, o Nakarama, que ocorre no l0º ou 12º dia de vida, a criança recebe dois nomes. O verdadeiro nome é secreto, assim a sua identidade esotérica permanece oculta e não podendo ser usada pela magia negra, segundo eles.

Até mesmo as cidades antigas como Atenas e Roma, por exemplo, possuíam nomes secretos, o de Roma, por exemplo, era Fora. O poder da palavra também está refletido no mito de inúmeros povos. Embora se trate de mito, mesmo assim, merece certa atenção porque muitos mitos se baseiam em fatos admitidos.

Nos Contos árabes “As Mil e Uma Noites”, Ali Babá abria a gruta dos ladrões com as palavras; “Abre-te Sésamo”. Não estamos afirmando que aquele conto retrate algo que realmente haja acontecido, mas sim fazendo ver que aquela estória, em muitos pontos, se baseia em conhecimentos conhecidos em outras épocas. Evidentemente com o poder dos sons é possível se abrir algo, ou melhor, produzir efeitos materiais somente com os sons das palavras. Em breve surgirão computadores com capacidade de abrir, ou fechar coisas apenas por comando da voz.

Os cultores da Cabala têm muito cuidado com os nomes próprios e dizem mesmo que uma pequena modificação no nome de uma pessoa pode modificar-lhe completamente a vida.
A própria Igreja Católica até bem pouco tempo não via com “bons olhos” o uso no batismo de nomes formados aleatoriamente, dando preferência àqueles já consagrados pelo uso. Para alguns sacerdotes isto se devia apenas à uma merecida preferência pelo nome tradicional para se homenagear um determinado “santo”, mas na realidade a razão é outra. Trata-se de um conhecimento, que por vir de muito distante no tempo já ficou completamente esquecido por muitos ministros de religiões. Isto data da época em que os cristãos ainda não haviam esquecido e abandonado o lado esotérico do Cristianismo.

Não são apenas os humanos que são sensíveis aos sons e que apresentam modificações de comportamento diante da música. Evidentemente certos animais também são sensíveis, não apenas os animais domésticos, mas também os selvagens. Consideremos, como exemplo as ser-pentes. Quem não tem conhecimento a respeito dos “encantadores de serpentes” tão comuns no oriente! As serpentes ficam como que hipnotizadas pelos sons produzidos por uma flauta, e nisto muitas vezes não está ligado a qualquer tipo de trapaça.

Muitos Livros Sagrados trazem citações sobre o efeito dons sons. Na Bíblia está descrito o episódio em que Josué fez ruir as muralhas de Jericó com o toque de trombetas.

ALQUIMIA

AS DOZE CHAVES DA ALQUIMIA


CHAVE I
"Que a esposa pudica seja unida a seu esposo. A coroa do rei, feita de um metal flavo. Libra a continuação do rei a fome de um lobo vivaz. Faz isso três vezes e consume ao lobo por um fogo muito violento. O rei sairá com isso puro de mancha e de sua próprio sangue te poderá renovar".


CHAVE II
"Deixada as suas vestiduras, que o Sol com Diana.
Sejam tiradas suas roupas um e o outro, para o himeneo desejado, que dois lutadores se faça o precioso banho da esposa, para que ela lave nele seu corpo em atenção ao esposo os combatentes combaterem, e quando seu ardor marcial tenha cessado, terão um belo troféu de seu luta".


CHAVE III
"Proveniente da rocha, que o dragão gelado seja unido à águia: Um queimará suas penas, o outro fundirá suas neves. Preserva bem teu enxofre com o sal celeste para que o galo devore à raposa maliciosa. O pássaro afogado na onda retomará vida ao fogo, e por sua vez morrerá sob os dentes da raposa".


CHAVE IV
"Toda carne aqui abaixo, provem da terra, em pouco tempo retornará às cinzas; O sal sairá dali, por meio da qual reaparecerá ao dia a carne assim dissolvida, tu que desta maneira queres ver as formas passadas, entrega ao sal ao mesmo tempo o enxofre e o mercúrio".


CHAVE V
"A terra por ela mesma não produz nada, é o espírito quem abastece e sustenta a vida. Toma sua origem dos astros luminosos. Dali todos os metais extraem suas qualidades. A pedra Hercúlea se une com amor ao ferro, Assim, nosso leão ama a nosso mercúrio".


CHAVE VI
"Fêmea e macho unidos fazem germinar a semente. Que então Netuno prepare os banhos requeridos depois de que o macho duplo devore um nevoso cisne com a finalidade de que os dois percam e recobrem sua vida, quatro ventos soprarão e o rei, pelo fogo, se unirá cheio de amor, a sua esposa querida".


CHAVE VII
"Primavera, verão, outono, água, sal dos Sábios. Compõem nosso caos ao esquentar ao sol. Se contudo, dos astros, nÃo tens colocado pesos justos, Nenhuma propícia brisa cumprirá teus desejos. Do firme selo de Hermes, fecha o vidro, por temor a que tua matéria não seja presa do errante vento".


CHAVE VIII
"Para se apodrecer as sementes à terra se confiam. Nossos corpos são colocados no túmulo, mas para sair de novo. Assim, todos os elementos se encontram em cada um, si tu podes, como convéns, de um extrair os outros. É isto o fim da obra, a meta de todos os trabalhos; Se o tens ajustado bem, obterás disso a chave".


CHAVE IX
"Faz que de um triplo coração cresçam três serpentes vivas, Depois tranca-as juntas no recipiente de cristal. Venus faz admirar a graciosa cola do pavão, e alegra teus olhos com um cisne branco como a neve. Favorito de Saturno, um corvo preto seguirá, e depois da asa da águia apresentará suas plumas".


CHAVE X
"A lua ajuda a Hiperião com seus raios. Mercúrio sofre ol dano, e ele perecerá se no lhe dá prontamente seu Jamsuf. Você, que compreende este verso, agradece a Jehovah. De que um tal entendimento seja outorgado aos mortais".


CHAVE XI
"Como Orfeu a Eurídice, o irmão desposará à irmã, e de seus corpos se verterá o sangue. Junta-a ao humor cálido do pai e da mãe, depois fecha com cuidado o globo dos Adeptos. Então o fero leão de prolífico corpo. Contemplará, feliz, sua numerosa prole".


CHAVE XII
"Se o leão generoso devora a serpente. Mercúrio te dará flores a milhares. A pedra sem fermento não pode produzir ouro, mas tingirá muito unida a ele por ingresso. Por ela verás todo o que está oculto, E Deus será propicio para satisfazer teus desejos".

domingo, 31 de julho de 2011

Banhos Mágicos

Banhos Mágicos – Banho magico, o que é?
Os banhos mágicos constituem uma das mais fortes formas de magia natural, ( para saber mais sobre sistemas mágicos e magia natural, por favor veja: sistemas mágicos).
Contudo, os banhos mágicos não são apenas usados na Magia Natural, mas também em noutros sistemas mágicos, tal como na magia dos Xamãs ou magia Xamanica. È frequente em certas técnicas esotéricas, o Xaman mergulhar em imersões preparadas para ajudar por um lado a atingir meios de consciência alterada, como por outro para atrair a si uma certa força ou entidade espiritual. Os banhos mágicos, na sua versão mais obscura, foram mesmo usados na Magia Negra; é célebre o caso de uma certa condensa do Leste da Europa, que tomava banhos em sangue de virgens, para prolongar a sua beleza e juventude.
Os banhos mágicos, constituem um instrumento místico por via do qual se usa um dos mais fortes elementos mágicos: a água.
A agua, combinada com outras substancias místicas de reconhecidas funções esotéricas, ( por exemplo: o sal é reconhecidamente uma substancia altamente desagradável a forças negativas, e por isso protectora),  e processada através de rituais, pode constituir um poderoso meio de atracção de forças espirituais e de influencias energéticas altamente beneficiadoras dos mais diversos fins.
Os sistemas de Magia Natural, defendem que os banhos mágicos são formas de limpeza da aura, de reequilíbrio dos centros energéticos do corpo.
As teorias mais espiritualistas deste sistema magico, afirmam que se por um lado temos um corpo físico, por outro também possuimos um «corpo» espiritual. Se o corpo físico vai acumulando sujidade e doenças e por isso necessita de tratamento e limpeza, o mesmo sucede com o nosso corpo espiritual ou celestial.
Ao longo do tempo, o nosso corpo celestial vai sendo contaminado energias negativas, vai sendo infestado com todo o tipo de distúrbio ou maldade espiritual que nos é dirigido.  Assim sendo, os banhos mágicos são formas de, combinando a água com outros elementos possuidores de propriedades místicas reconhecidas, alcançar uma limpeza e reequilíbrio espiritual. 
Há também quem admita uma função mais activa do banho magico, defendendo que realizado com as substancias adequadas e aliado de certos rituais, o banho magico pode fazer atrair forças e influencias espirituais altamente favoráveis aos nossos desejos. Nessa vertente, o banho mágico assume uma função análoga á de um feitiço.
Na magia sexual e na magia vermelha, o banho pode servir para cobrir o praticante desta técnica com características místicas extremamente favoráveis a aspectos eróticos e amorosos. Na magia dedicada a fins materiais e financeiros, este tipo de banho magico pode fazer afluir fortes apelos á boa sorte e desbloqueio de caminhos
Na bruxaria, os banhos mágicos podem ser usados para invocar com sucesso as influencias de  divindades relacionadas com as bruxas, ( veja : Hecate, Vénus, Lilith), ao passo que na magia branca, a invocação de anjos e das suas forças celestiais pode também ser alcançada pelas técnicas esotéricas dos banhos mágicos.

Maçonaria

O Templo Maçônico
As reuniões dos maçons, ocorrem em lugares especialmente preparados para este fim, o qual chamamos de Templo Maçônico. Entretanto, o Templo Maçônico não é emblema de nenhum credo, religião, ou sistema de teosofia, mas sim local onde os maçons podem tratar seus assuntos, com respeito e disciplina.
O desenho original do Templo Maçônico tem origem no Parlamento Inglês, e todos os símbolos que existem no Templo Maçônico buscam refletir a devoção à Deus, à Pátria, à Família e, principalmente, ao trabalho.
Observe estas imagens de um Templo Maçônico, e poderá constatar que, naturalmente, não há nele nada que seja desonroso ou indigno, tampouco que explore o constrangimento ou a humilhação à qualquer homem devoto de Deus.

Maçonaria

Os Símbolos Maçônicos
O compasso e o esquadro reunidos têm sido os mais antigos bem como a mais comum representação da Instituição Maçônica. Tanto se apresentou este símbolo compasso-esquadro, que ele é prontamente reconhecido, até mesmo por pessoas não iniciadas na Maçonaria. É o sinal distintivo da "Justa Medida". A Justa Medida quer dizer em última análise a Retidão. Faz lembrar aos maçons em geral e a cada instante que todas as suas ações deverão ser plantadas com serenidade, bom senso e espírito de justiça. Faz recordar o compromisso solene assumido pelo iniciado, de sempre agir dentro de uma escola de perfeita honestidade e retidão.
O Compasso é considerado um Símbolo da espiritualidade e do conhecimento humano. Sendo visto como Símbolo da espiritualidade, sua posição sobre o Livro da Lei varia conforme o Grau. A sua Simbologia é muito variada, podendo ser entendido como Símbolo da justiça, com a qual devam ser medidos os atos humanos. Simboliza a exatidão da pesquisa e ainda pode ser visto como Símbolo da imparcialidade e infalibilidade do Todo-Poderoso.
O primeiro instrumento passivo e companheiro por excelência do Compasso é o Esquadro. Seu desenho nos permite traçar o ângulo reto e, por tanto, esquadrejar todas as formas. Deste modo, é visto como Símbolo, por excelência, da retidão. É também a primeira das chamadas Jóias Móveis de uma Loja, constituindo-se na Jóia do Venerável, pois, dentre todos estes deve ser o mais justo e eqüitativo dos Maçons. O Esquadro, ao contrário do Compasso, representa a matéria; por isso é que, em Loja de Aprendiz, ele se apresenta sobre o Compasso. Predominância da Matéria sobre o espírito.
É o símbolo de Deus, o Divino Geômetra. Uma das razoes de ser tomada como símbolo sagrado da Divindade, é que, com ela, a palavra Deus, se inicia em vários idiomas. GAS, em Siríaco; GADA, em persa; GUD, em sueco; GOTT, em alemão; GOD, em inglês, etc.
A Trolha, ou colher de pedreiro. Trata-se de uma espécie de pá achatada com a qual os Pedreiros assentam e alisam a argamassa. Sendo um instrumento neutro, deve ser visto como um Símbolo da tolerância, com que o Maçom deve aceitar as possíveis falhas e defeitos dos demais Irmãos. Pode ser vista, também, como um Símbolo do amor fraternal que será, então, o único cimento que uniria toda a Maçonaria. Desta forma, passar a Trolha, significa perdoar, desculpar, esquecer as diferenças. Entendida desta forma, pode ser vista como Símbolo da Paz que deve reinar entre os Irmãos.
É o símbolo do trabalho. É a parte principal do vestuário maçônico, constituindo-se um dos símbolos mais importantes da Maçonaria. Tem a forma de um retângulo, encimado por um triângulo; nos dois primeiros graus são simples, sem enfeites ou adornos, e de tecido branco. Os aventais dos demais graus, tem cor e desenhos variados, conforme os graus que representa e conforme o rito adotado. O fundo, porém é sempre branco.
Simboliza a inteligência do aprendiz maçon, ainda rude, porque com os vestígios do Mundo Profano, está apenas iniciando sua aprendizagem nos Mistérios da Maçonaria. As arestas desta Pedra Bruta cabe ao aprendiz desbastar disciplinando, educando instruindo sua personalidade, objetivando vencer suas paixões e subordinar sua vontade à prática do bem. Assim a tarefa principal do Aprendiz consiste em trabalhar e estudar para adquirir o conhecimento do simbolismo do seu grau e a sua interpretação filosófica.
Estas duas ferramentas servem para desbastar a pedra bruta. A primeira representa nossas resoluções espirituais: é o cinzel, que se aplica sobre a pedra com a mão esquerda lado passivo, e corresponde à receptividade, ao discernimento especulativo. A segunda é a vontade executiva, o malho, insígnia do mando, vibrado com a mão direita, lado ativo, relacionada com a energia atuante e a determinação moral donde inflama a realização prática.
Havendo o Aprendiz trabalhado na Pedra Bruta como Malho e o Cinzel, transformando-a num cubo imperfeito, cabe ao Companheiro (Grau 2), polir este cubo com o auxílio do esquadro, do Nível e do Prumo, tornando-a finalmente em pedra polida. Desbastadas as rudes arestas da personalidade, ainda como Aprendiz, cabe agora, ao Companheiro disciplinar suas ações através do conhecimento adquirido realizando contornos e nuances delicadas em seus psiquismos, fazendo então, do seu "eu", um cubo perfeito, a pedra polida que assim estará apta a ser utilizada na construção do edifico do Templo, isto é, a humanidade Perfeita.
É o instrumento de trabalho do Venerável Mestre e dos Vigilantes (na hierarquia os dois cargos logo abaixo do Venerável Mestre e que juntamente com ele dirige os trabalhos da loja). Nada mais é que uma espécie de malho, e como tal é símbolo da vontade, da força, do trabalho e da determinação. Um aspecto fundamental na utilização deste instrumento é o do discernimento e lógica que devem conduzir a vontade. Mesmo no mundo externo, o malhete continua com seu significado simbólico como simbolo da justiça, pois é a ferramenta usada pelo Juiz de Direito ao sentenciar um processo.
Também chamado de Triângulo Fulgurante, representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria e da Providência, que observa tudo que vê e provê. Ele simboliza também, os atributos da Divindade: Onipresença, Onividência e Onisciência, que o verdadeiro maçom tem como lembrete divino de sua suprema relevância para sua vida. Não sendo efetivamente uma religião, a Maçonaria compreende e reverencia todas as crenças e cada crente maçom pode ter no Delta Luminoso a representação de todos os sentimentos de religiosidade. Ele é como uma lembrança para uma advertência permanente e solene, traduzida pela compreensão fraternal, que não procura sobrepor a importância de qualquer religião em particular, as demais profissões de fé.
Espiritualistas por princípio sabem os maçons, na interpretação do Triangulo Fulgurante, que há um Deus que tudo vê e por esta razão entendem que uma oportunidade de fazer o bem que deixam escapar , é uma eternidade que se lhes espera.

Maçonaria

O que é Maçonaria?
A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.
É filosófica porque em seus atos e cerimônias tratam da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.
É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe; pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça.
Incentiva a busca da felicidade por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.
É progressista porque, partindo do princípio da imortalidade e da crença em um Princípio Criador Regular e Infinito, não se detém a dogmas, convenções ou superstições. Não impõe obstáculo algum ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.